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18.8.11

Mesmo assim


“As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as mesmo assim.

Se você tem sucesso em suas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso mesmo assim.

O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem mesmo assim.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto mesmo assim.

Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa mesmo assim.

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os mesmo assim.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor mesmo assim.”

Madre Teresa de Calcutá

11.5.10

As cinco etapas

Todos nós sofremos, isso é fato. Vivemos cheios de limitações que o corpo proporciona, há a independência do outro que pode fazer coisas foras do que esperávamos, há inúmeras formas para que acontecimentos que não esperávamos nos causem dor e sofrimento. Conhecer o sofrimento e superar os sofrimentos é algo essencial se quisermos viver bem. Todos nós temos o direito de buscarmos a felicidade, isso é quase um axioma, não?

Há cinco etapas no sofrimento humano. A primeira etapa é a negação e fuga. Quando algo dá errado não acreditamos, dizemos 'só pode estar de brincadeira'... A negação é uma tentativa desesperada de que aquele sofrimento não exista. Então vem a fuga, que é muito parecida com a negação. Dizemos 'ah, isso é por causa daquilo', ou então 'ah, isso não é comigo'. A própria negação é uma forma de fuga, elas são irmãs gêmeas. Mas às vezes a fuga se mostra mais presente.

Depois vem a frustração. Não ter conseguido se manter constante na zona de conforto em que se encontrava é algo que paralisa, e quanto mais paralisado, mais e mais distante ficamos do que achávamos ser pra sempre... Ai, a frustração dói! Mas dói profundamente... Dói mais pelo orgulho ferido, pela mágoa de não ser maior do que ninguém, porque por mais que neguemos, achamo-nos os melhores do mundo! E quando as coisas não saem de acordo com o plano... Dói.

A terceira etapa é a aceitação. 'É, não tem jeito, aconteceu'. A etapa da aceitação costuma ser bastante difícil, e costuma não aparecer com frequência. Imagina só, aceitarmos que coisas ruins podem acontecer conosco, nós que somos os maiorais?... Conversando com meus amigos hoje, cheguei à conclusão que não conseguir chegar nessa etapa causa raiva, indisposição, mal-humor, irritação, e outras coisas. Cuidado! Essas outras coisas podem causar doenças...

Depois vem a resignação. 'Não adianta chorar o leite derramado. Vamos limpar...' Essa etapa é o começo da efetiva melhora, etapa em que o sofrimento começa a parar de doer...Resignar-se não é aceitar, essa etapa já passou, lembrem-se. Resignar-se é saber que por mais que tenha acontecido, isso não é motivo pra desistir ou se enraivecer. É saber que a vida continua, independente daquele sofrimento. A resignação é ativa, ela começa a fazer a mudança acontecer.

E por fim a superação. 'Agora que limpei, bola pra frente!' Ah! A superação! Quantas luzes se fazem quando se supera um sofrimento! A superação é bela como as virgens gregas da antiguidade clássima! Uma beleza que resiste aos séculos e que sempre será lembrada. A superação é o seguir adiante. Quando se supera, aquele sofrimento parece tão mesquinho, e estamos mais maduros, mais prontos, mais felizes (porque não?).

Imagine uma chuva que quanto mais se sobe, seus efeitos são menos sentidos. O primeira etapa é o chão, onde há as enchentes, a segunda etapa é mais suave, só molha, e assim por diante. A superação é o estar acima das nuvens que provocam a chuva, vemos o sol, a imensidão e ficamos felizes porque não estamos mais no molhado, na chuva.

Essas cinco etapas são entremeadas por muitas outras, e na maioria das vezes nós paramos antes de passar pelas cinco etapas, e isso gera outros sofrimentos. Geralmente a etapa em que se paralisa é a primeira. Não se consegue aceitar. Mas interessante é que se quisermos sair daquele sofrimento vitoriosos, é importante passar por todas as etapas. Não desanime!

29.3.10

Cálculos rodam...

Estou plenamente envolvido com minhas atividades laboratoriais e outras, não estando com tanta frequencia onde eu queria estar: em casa, com meus discos, meus livros, meus amigos, minha família, editando meu blog, etc. E eu fico me perguntando o porquê de tudo isso. Não sei ao certo o que estou fazendo, nem porque estou fazendo, eu só sei que estou fazendo. É como caminhar por um caminho e não saber o destino. Até que nível isso é saudável? Fico me questionando isso o tempo todo.

Cálculos rodam no laboratório, cálculos rodam no dia a dia, cálculos rodam e pra onde vai o coração? Parece que no fim de tudo, apenas o que se faz é importante, e não o que se sente. Isso é um processo muito complicado em todos os aspectos. As pessoas se distanciam e se matam e cometem erros sobre erros, tudo pra quê? Pra 'se dar bem' no final? Pessoas pisam umas sobre as outras, e ignóbeis e ignorantes sofrem e choram por não saber que o que importa nessa vida é algo que se chama amor.

O que fazer para resolver essa questão tão danosa e perigosa para nós? Lembro-me de um texto que fiz há uns três anos, que falava disso tudo. Existe em mim dois leões, que me sussurram e falam aos ouvidos o que preciso ouvir e o que não preciso também. Um leão é o leão da ação e o outro da indiferença. O leão da indiferença me diz: "- Desista. Esse mundo não tem mais jeito, desiste logo." Enquanto que o leão da ação me diz: "- Eduque, meu filho."

Mas que educação é essa? Será essa educação materialista e egoísta, que forma imbecis repetidores dos velhos valores do mundo, ou será a educação que motiva a mudança social do mundo e a mudança moral dos homens? Hoje eu vi o significado etimológico da palavra educação. Ela significa, a grosso modo, ação de conduzir. E conduzir é a mesma coisa que imbecilizar? Sempre achei que conduzir fosse fornecer meios para que se ande sozinho, sem depender de pessoas ou muletas, nem de pessoas-muletas.

Dessa forma, uma análise mais profunda vê a educação como um ato de amor, que torna as pessoas independentes e interessadas na mudança de si mesmas e do mundo que as cercam.

Como resolver isso tudo? A resposta é simples e bastante discutida: a passos de formiga, com palavras e exemplos. Lembro de uma frase (acho que de Emmanuel) que diz assim: "- As palavras convencem, mas o exemplo arrasta." Então vamos nós fazer nosso trabalho de formiguinha? Vamos!?

E eu tenho certeza absoluta de que tudo vai dar certo! ;D

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