18.2.10

Os três castelos

Ontem eu suspirei a liberdade
E num sonho eu vi nascer o
Que julgava ser a realidade

No entanto, a vida,
Líquido amargo no começo,
Mas doce na primavera de si mesma,
Me fez ver e enxergar

Porque nem sempre enxergar é ver
Ver, nós vemos com os olhos
Mas enxergar se enxerga com o coração

Às vezes temos sede e pensamos ter fome
Às vezes achamos que tá bom, que tá tudo certo
Mas não está.

Não está porque não nos entregamos,
Não está porque não arriscamos
Achamos que somos feios

Mas basta um espelho, por mais pequenino,
Para ver o brilho de nossos olhos
E enxergar a grandeza e a
Beleza de nosso eu.

Nunca tema se encontrar
Não tema se olhar nos olhos e dizer:
- Eu amo você!

Hoje eu penetrei nos três castelos.
No castelo do silêncio encontrei o fôlego.
No castelo do conhecimento descobri
Que o castelo do sentimento era minha morada.

E por lá permaneci,
Porque vi que o sentimento
É a sede última da verdade.

5.2.10

Olhos alheios

Quarta foi um dia frustrante. Fui no cinema com amigos depois de tempos indo sozinho, e quando chego lá acabam os ingressos! Frustrados, fomos jogar e comer pizza. Essa foi a oportunidade que eu tive de caminhar pelo shopping e observar as pessoas. Que oportunidade teria de encontrar pessoas tão heterogêneas num mesmo lugar, e observar?  Enfim, observei. E o que vi?

Vi pessoas agindo de maneira anormal em várias ocasiões. Engraçado como existem máscaras. Eu devo ter vestido alguma naquele dia. Devo estar vestindo uma agora, mas isso não vem ao caso. E engraçado como ignoram uns aos outros...Eu busquei os olhos de várias pessoas, e quando encontrei, vi tantas coisas!

Primeiro, eu vi que não estamos acostumados a ser olhados nos olhos, toda vez que olhava alguém, essa pessoa fazia a cara de "será que eu conheço ele?", depois que viam que não, eram várias reações. Alguns viraram a cara, outros franziram a testa, outros olharam pra outro lado indiferentes, e outros continuaram tentando lembrar de onde me conheciam... Ninguém sorriu. (Só os meus amigos, mas isso não vem ao caso).

Engraçado como não estamos acostumados a nos olhar nos olhos, a não confiarmos uns nos outros. É, espero que isso mude.

Outra coisa que eu observei foi a dureza do capitalismo (que o Gentileza definiu bem como capetalismo... rs), como ele pode ser cruel com a gente. Por exemplo, o carinha ou a mocinha que ficam no banheiro o dia todo, limpando nossas sujeiras que deixamos pra trás por falta de educação. Ou então a moça que opera o brinquedinho, em pé, o dia inteiro. Enquanto as pessoas consomem e gastam o que tem e algumas o que não tem, outras pessoas não tem acesso aos produtos e serviços de um shopping.

Outro fato interessante: quando cheguei lá (dia quente, muito quente!), estava vestindo uma camiseta bem chulé, e meu cabelo tava todo embolado (novidade!), e o olhar do segurança foi bem significativo. Depois que troquei de roupa e abaixei a juba, ele não me olhou da mesma maneira... Como o preconceito existe! Esse não é o primeiro caso que ocorre comigo e meu cabelo.

Espero que isso mude. Eu sei que vai, mas quando?

1.11.09

Neruda

Estou numa crise poética terrível, não consigo mais ver poesia em nada, e isso me deixa extremamente preocupado. Mas agora eu li uma frase do Neruda que me deu novas idéias que antes eu não tinha.

"Escrever é fácil: você começa com maiúscula e termina com um ponto final. No meio coloca idéias."
Então comecei.

E ponto final. (Estou sem idéias mesmo...)

29.8.09

Providência Divina

Deus cuida de mim, na sombra das suas asas...

Eu não vim aqui postar um tratado de fé cega... Depois que você conhece Kardec e a Doutrina Espírita, sua vida muda de tal forma que você é capaz de entender coisas incompreensíveis, e aceitar os problemas e sofrimentos de cabeça erguida.

Hoje eu deixo a noite pra Allan Kardec, leia esse artigo dele onde ele fala da providência divina: http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/ge/ge-02.html#ge23

Uma forma diferente de ver a vida...

5.8.09

Blog

Esse blog tá ficando cada dia com mais guéri-guéris... Agora ele está se tornando uma mini-seita com seguidores que estão cada dia mais envolvidos com a história de minha vida... Talvez esses seguidores sejam um bando de desocupados, mas eu duvido... Por que as pessoas que eu conheço são incríveis, essa história que eu aprendi lá no Centro de olhar nas pessoas somente aquilo que elas têm de melhor me fez ver qualidades incríveis em cada um.

Assim, aquele que se acha burro porque não sabe Cálculo, é um excelente especialista em cotidiano da Química. Sabe aplicar a Química no cotidiano de maneira única.

Aquele que se acha inferior por não ter um certo grau de conhecimento, mostra uma inteligência pra coisas práticas incrível, que chego a invejar...

Todos com suas qualidades.

Por isso duvido quando alguém diz que eles são um bando de desocupados, ainda que entre essas pessoas, algumas delas sejam realmente desocupados que precisam urgentemente de alguma coisa pra fazer que não internetar...

27.1.09

Outro mundo

É um mundo inteiramente novo pra mim. Eu quero sondá-lo até o limite. Esse mundo que as pessoas chamam espiritual, mas que é tão real quanto esse em que estamos. Vejo esse "mundo" como um local de profundas reflexões, onde a gente se prepara para voltar e continuar evoluindo, pois é na vida corporal que a gente põe à prova todas as nossas reflexões.

Que nós possamos nos entender nisso tudo. Espero que esse gibi nos ajude a conhecer esse novo mundo.

3.12.08

Crear

Faz parte da vida de qualquer um essa idéia: crear.
Crer + Criar = Crear
Na minha vida, crear é uma constante que sempre surge, vivo num universo particular, onde gostos, preferencias e sentimentos se misturam e fazem um jogo, onde ainda não sei quem vence.

27.11.08

Minha vida - 1

Estou cada dia melhor. Inda mais agora que terminei de ler a codificação kardequiana! Na prática, estou como uma taça que se está esvaziando dos velhos valores do mundo e despertando para a grandeza da vida. O trabalho faz isso com as pessoas, faz com que elas despertem para a realidade da vida. Trabalho é toda ocupação útil.

A vida é bela demais, gente!

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